#BrasilEmGreve conquistou a rede

E bateu as hashtags anti-greve!

Postagem original: Conversa Afiada

No Valor – aqui, no Conversa Afiada, chamado também de PiG cheiroso:

A greve geral realizada por centrais sindicais e movimentos sociais contra as reformas estruturantes do governo Michel Temer movimentou a rede social Twitter. O termo ou hashtag #BrasilemGreve ocupava o primeiro lugar em menções mundiais por internautas na rede social Twitter. (…) As menções ao protesto atingiram o topo do ranking do Monitor de Temas da Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), conforme levantamento realizado até as 11 horas. Foram registrados, segundo a FGV, 504 mil posts, tornando o assunto o mais comentado no Twitter no Brasil.

Fabio Malini, professor de comunicação da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e pesquisador na área de política e análise de dados (big data) apresentou o volume das publicações no Twitter utilizando as hashtags mais populares nas redes sociais:

Foram mais de mil tweets a cada vinte segundos.

Até o início da manhã de ontem, as hashtags favoráveis à Greve – como #BrasilEmGreve, #GreveGeral e #EuApoioGreveGeral tiveram mais de 515 mil menções. Já as contrárias – #EuVouTrabalhar e #GreveGeralFracassou, tese defendida pela Fel-lha – marcaram pouco mais de 126 mil publicações.

É uma diferença de 407%.

Usuários a favor da greve também se utilizaram das hashtags da direita para ironizar quem criticava as manifestações. “O pessoal do #EuVouTrabalhar não sai do Twitter. Acho que estão matando o trabalho, não?”, indagou um navegante. Outro provocou: “#EuVouTrabalhar. Certamente irá trabalhar hoje e pelo menos pelos próximos 50 anos e sem nenhum direito”.

Ao longo das manifestações, outros termos ganharam destaque na rede, como “Largo da Batata” e “Cinelândia” – referência aos locais de concentração dos atos no fim da tarde, em São Paulo e no Rio de Janeiro. O crescimento das hashtags foi orgânico: na linguagem das redes sociais, foram impulsionados pela utilização dos próprios usuários em suas postagens, e não por técnicas como perfis fakes.

Outra análise do professor Malini demonstra que, até as 16h, foram mais de 685 mil publicações sobre a Greve Geral no Twitter. O gráfico abaixo (clique para ampliar) mostra, em vermelho, os principais influenciadores digitais que se posicionaram a favor das manifestações. Em amarelo, os perfis pró-Temer somaram apenas 12% do volume total de tweets.

Segundo a Exame, da meia-noite de quinta-feira até as 3h de sexta-feira, foram 727.889 mensagens sobre a Greve no Brasil. #BrasilEmGreve chegou a ser o segundo colocado nos trending topics mundiais – os assuntos mais comentados na rede social.

O impacto da Greve Geral nas redes sociais contrasta com a tentativa do PiG de, ao menos durante a manhã, ignorar as manifestações completamente. Questionado no Twitter sobre a razão da Rede Globo não ter citado a decretação da Greve em seus noticiários, o apresentador do Bom Dia Rio, Flavio Fachel, respondeu: “O que é notícia? O que acontece. E a greve? Se acontecer, a notícia é amanhã”.

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